A pílula consiste na utilização de estrogênio associado à progesterona, impedindo a concepção por inibir a ovulação pelo bloqueio da liberação de gonadotrofinas pela hipófise. Também modifica o muco cervical, tornando-o insensível ao espermatozóide, altera as condições endometriais, modifica a contratilidade das tubas, interferindo no transporte ovular. Existem diversos tipos de pílulas. As mais comumente receitadas são:
1 – pílulas monofásicas: toma-se uma pílula por dia, e todas têm a mesma dosagem de hormônios (estrogênio e progesterona);
2 – pílulas multifásicas: toma-se uma pílula por dia, mas existem umas com diferentes dosagens, conforme a fase do ciclo. Por isso, podem ter dosagens mais baixas e causam menos efeitos colaterais;
3 – pílulas de baixa dosagem ou minipílulas: têm uma dosagem mais baixa e contêm apenas um hormônio (geralmente progesterona), causando menos efeitos colaterais. São indicadas durante a amamentação, como uma garantia extra para a mulher e devem ser tomadas todos os dias, sem interrupção, inclusive na menstruação.
As pílulas podem causar efeitos colaterais em algumas mulheres, como náusea, sensibilidade dos seios, ganho de peso ou retenção de água, alterações no humor, manchas na pele, dor de cabeça, aumento na pressão sanguínea. Mulheres fumantes, com problemas cardíacos, com doenças do fígado e do coração, hipertensão, suspeita de gravidez, flebite ou varizes, glaucoma, enxaqueca, derrame, ou obesidade não devem usar pílulas. Além disso, são menos efetivas quando tomada com algumas drogas, como antibióticos, que interferem na sua ação. Tomadas por muito tempo, podem aumentar o risco de câncer de mama e não são recomendadas para mulheres com menos de 16 ou mais de 40 anos.