Não se demonstrou que o AMP-D cause câncer em seres humanos. Ao contrário, ele parece prevenir o câncer de endométrio e, talvez, o câncer de ovário. A OMS considera o AMP-D seguro, mas algumas dúvidas persistem acerca de o AMP-D poder acelerar o desenvolvimento de câncer de mama em mulheres com câncer preexistente. Mais estudos sobre isto estão sendo
realizados.
Uma mulher que está amamentando pode usar o anticoncepcional hormonal injetavel trimestral?
Sim. Embora os métodos não-hormonais sejam os mais indicados, o AMP-D é uma escolha razoável para a lactante que quer um método hormonal. Pode ser iniciado seis semanas após o parto. Entretanto, a mulher estará protegida contra gravidez, sem o AMP-D, durante os primeiros seis meses após o parto, se ela estiver amamentando exclusivamente ou quase, e sua menstruação não retornou.
Dúvida de uma internauta
O anticoncepcional injetável trimestral contém apenas um
progestogênio em frasco-ampola de suspensão microcristalina de
depósito contendo acetato de medroxiprogesterona.
É disponível no Brasil em suspensão aquosa contendo 150 mg
acetato de medroxiprogesterona, em frasco-ampola de 1 ml:
Depo-Provera e Tricilon.
Mito 1- As mulheres que têm a menstruação interrompida pelos injetáveis trimestrais ficam com o sangue “que não desceu acumulado” em seu corpo.
Esta afirmativa é falsa. Eles ajudam a interromper a menstruação, mas não é algo prejudicial. É parecido como não ficar menstruada durante a gravidez.
Mito 2- A mulher engorda muito ao usar os injetáveis trimestrais.
As mulheres ganham, em média, 1–2 kg por ano ao utilizar AMPD. Uma parte do aumento de peso pode ser decorrente das circunstâncias naturais da vida e do envelhecimento. Algumas mulheres, particularmente adolescentes acima do peso, ganharam muito mais do que 1–2 kg. Em contrapartida, algumas usuárias de injetáveis só de progestógeno perdem peso ou não apresentam alteração significativa em seu peso.
Mito 3- Se eu por acaso estiver grávida e tiver em uso de injetáveis trimestrais vou provocar um aborto.
Falso. Os estudos mostram que eles não interrompem uma gravidez ou interferem na mesma. Não provocam aborto.
Com o uso do AMPD, nos primeiros três meses é comum alterações nos padrões de menstruação e, depois de um ano de uso ausência de menstruação, sangramento raro ou irregular. Já o NET-EN afeta em menor escala os padrões de menstruação que o AMPD. As mulheres que usam o NET-EN apresentam menos dias de menstruação nos 6 primeiros de uso e menor chance de não ter menstruação após um ano de uso do que as usuárias de AMPD.
Podem ocorrer dores de cabeça, ganho de peso, tontura, inchaço, desconforto no estômago e alterações do humor. Eles podem levar a uma diminuição da densidade óssea, que pode ser totalmente reversível com a interrupção do medicamento.
Como funcionam os injetáveis trimestrais?
Entre as fórmulas existentes, o “acetato de medroxiprogesterona de depósito” (AMPD) é o mais usado, também conhecida como “a injeção”, Depo, Depo-Provera, Megestron e Petogen. Outra formulação menos usada é o “enantato de noretisterona” (NET-EN). A mulher recebe uma dose trimestral intramuscular que suprime a ovulação, e por isso, evita a gravidez. A mulher fica com um depósito de hormônio dentro de seu músculo, e o hormônio vai sendo liberado lentamente na corrente sanguínea, ao longo desses três meses. Por não conterem estrógeno, podem ser usados durante toda a amamentação e por mulheres que não podem usar métodos com estrógeno. Eles não protegem contra doenças sexualmente transmissíveis (DSTs), devendo se associar um método de barreira (ex.:camisinha) para previnir as DSTs.