Em cápsula, adesivo, injeção implante ou anel. Atualmente, são muitas as opções de anticoncepcionais disponíveis no mercado, pois sua popularização vai além da simples função de prevenir uma gravidez indesejada. Com a evolução da medicina, a manipulação dos hormônios presentes em sua formulação também passou a ser muito eficaz no combate aos sintomas da tensão pré-menstrual (TPM) e no controle da menstruação. Mas será que todos eles se adaptam ao seu corpo?
É importante que toda mulher saiba: o organismo de cada uma de nós reage de forma distinta a cada anticoncepcional, pois a individualidade de cada uma, seja pela rotina ou por suas condições de saúde, é que irão determinar se a adaptação ao medicamento irá ser tranquila ou não.
Por isso, por mais que tenha tido notícia sobre o anticoncepcional da moda usado e recomendado pelas celebridades, a ordem é procurar um ginecologista que irá avaliar seu perfil e indicar a melhor opção para você. “A consulta a um médico é essencial, pois ele decide com a paciente o método adequado. No caso de alguma patologia, ela pode ter restrições e isso deve ser levado em conta na escolha do anticoncepcional”, alerta o Dr. Fábio Laginha, ginecologista do Hospital Nove de Julho.
Conheça, a seguir, alguns métodos anticoncepcionais femininos e entenda os prós e contras de cada um.
Que tal uma picada?
O método da injeção anticoncepcional pode ser dividido em dois tipos: a só com o hormônio progesterona, que pode ser aplicada mensal ou trimestralmente, e a injeção que combina progesterona e estrogênio, aplicada uma vez ao mês. “O método é de alta segurança para a paciente contra a concepção. E, para aquelas mulheres que se esquecem de tomar uma pílula por dia, pode ser mais fácil”, indica o Dr. Giovanni Favero, ginecologista do Hospital Oswaldo Cruz.
Aplicada em mulheres com vida sexual ativa de qualquer idade, não é opção para quem tem medo de agulhas. Ela pode gerar incômodo nessas pacientes. Outro ponto negativo é a retenção hídrica e o aumento de peso. “A injeção só de progesterona, aplicada uma vez a cada três meses tende a gerar, em longo prazo, aumento de peso”, esclarece Fábio. Giovanni completa que o método também pode desagradar mulheres que consideram importante menstruar, pois costuma interromper não só a ovulação, mas também o fluxo menstrual.
É importante ressaltar os próprios fabricantes das pílulas afirmam que podem ocorrer incômodos, como sangramento irregular, depressão, sensibilidade nos seios, dor de cabeça, reação alérgica e até atraso na capacidade de engravidar após parar de ser usada.
Um comprimido por dia
Existem alguns tipos de pílulas anticoncepcionais que podem ser ingeridas via oral com diferentes dosagens de hormônios. Além disso, também é possível optar por cartelas de 21, 24 ou 28 comprimidos, esta última sem pausa no consumo.
É considerado um método bastante eficaz, já que entre seus pontos positivos estão o controle da menstruação, o menor fluxo sanguíneo durante o período menstrual e a diminuição de cólicas menstruais.
Um dos motivos que pode desestimular o uso é a necessidade de lembrar todos os dias, mais ou menos no mesmo horário, de tomar a pílula. Além disso, por ser de uso oral, a pílula passa pelo fígado, podendo gerar desconforto gástrico. Entre os demais pontos negativos, sabe-se que a pílula pode causar cefaléia, enxaqueca, dores nas mamas, secura vaginal, diminuição da libido, aumento da pressão arterial, náusea, ganho ou perda de peso, alterações no humor, acne e sangramento irregular.
Cole um adesivo
O método é baseado em dois hormônios: progesterona e estrogênio. Pode ser manipulado pela própria mulher e colado no local do corpo que ela preferir, de preferência onde possa verificar constantemente se está intacto ou não. O adesivo deve ser trocado semanalmente e, a cada três semanas, é feita uma pausa para a menstruação.
Como o hormônio é liberado na pele e não passa pelo fígado, o adesivo é procurado por mulheres que têm desconforto com as pílulas anticoncepcionais. Além disso, também é indicado para mulheres que sofrem de cólicas no período menstrual. “Um ponto positivo do método é sua capacidade de regular muito bem o ciclo e poder ser interrompido a qualquer momento,” compara Giovanni.
O adesivo não costuma gerar efeitos negativos, mas algumas pacientes não se adaptam ao fato de ter um material colado na pele, podendo apresentar reações alérgicas. “O custo um pouco mais elevado que as pílulas também pode ser outro ponto negativo”, diz.
Implante em baixo da pele
No formato de bastonete, o implante subdérmico é baseado somente na progesterona e só pode ser manipulado por um especialista. Por meio de uma pequena incisão, normalmente na parte interna do antebraço, o material é colocado sob a pele. “Para aquelas mulheres que não querem tomar diariamente a pílula e preferem um método que fique mais tempo no organismo, o implante é bastante indicado, pois tem eficácia de até dois anos após a colocação”, explica o Dr. Giovanni.
O custo do material somado ao valor do procedimento pode ser considerado alto se houver comparação com os outros métodos. Pacientes que não se adaptarem precisam marcar consulta médica para realizar a retirada, o que pode ser também um incômodo. Além disso, pode provocar acne, cefaleia, aumento de peso, endurecimento e dor nas mamas, sendo ainda contraindicado para mulheres que têm sangramento irregular.
Fonte: http://saudeparaelas.terra.com.br/